Então, né. Tô tendo provas, então não tenho tempo para ser feliz.
Apesar de tudo... Mamain pagou 70 reais pra blockbuster deixar a gente alugar quantos filmes quisermos, desde que sejam 3 de cada vez. Isso implica em box de CSI aqui em casa.
Pensem bem: cada volume tem 3 discos, cada temporada tem 3 ou 4 volumes... são DUAS temporadas. Como eu posso estudar com essa felicidade toda? Eu faço assim: assisto os tres episódios de cada cd de uma vez e depois vou dormir, porque aí eu sonho com os episódios. Então acordo e estudo, porque já sonhei à exaustão.
Nem preciso dizer que recomendo, certo?
Além das temporadas de CSI, eu vi muitos filmes esses dias. A profecia celestina (um filme mais ou menos baseado num livro mais ou menos), cujos efeitos especias são piores do que as moléculas dançantes do "Quem somos nós" (que tem uma versão estendida, vejam só) é só um deles. Turistas (Que é hilariante, fiquei até sem ar assistindo), A Dama na Água (eu fico morrendo de medo dessas coisas. Tenho que sair de casa quando ainda está escuro, de manhã, e imagine o meu terror ao passar pelo bosque perto da minha casa pra ir pegar o ônibus. E eu nem tenho piscina. Mas o filme é muito legal), Cantando na Chuva (que é eterno e eu assisti umas 500 vezes, já), a primeira temporada de E.R. e Cem Escovadas Antes De Ir Pra Cama (um filme péssimo, mal-adaptado de um livro tão ruim quanto) são apenas bons exemplos de como tem sido divertido.
A Blockbuster nem é uma boa locadora, falta muito pra chegar lá, mas essa promoção é sensacionalzinha. Aluguei O labirinto do fauno, que é muito legal, e Segredos, um filosóficUzinho que não tive tempo de assistir ainda, hoje, então dá pra ter uma boa idéia dos extremos. Lá não tem os filmes que eu quero ver da Rita hayworth (não que eu seja indie, mas porque eu acho ela lindíssima)mas tem coisa legal sim, é só procurar. E ver uns filmes ruins de vez em quando é bom pra rir com os amigos, é saudável.
A promoção é exatamente o que eu falei, você paga 70 reais e pode alugar quantos filmes quiser, de 3 em 3. Não é necessário devolvê-los juntos ou coisa assim, e dá pra demorar o quanto quiser com eles. Dura 30 dias, então precisa pagar outra vez, pra renovar. Acho que só tem a promoção no Rio e em São paulo, então sofram, baianos/goianos de plantão.
Outra coisa que me distrai dos estudos, é o livro que ganhei do Barros: Um Retrato do Autor Quando Jovem, do James Joyce, o gênio que escreveu Ulisses. É maravilhoso. É fantástico. Eu quero ler cada vez mais... Só tem um probleminha: me dá sono. Eu acho a história fantástica e tudo o mais, acho a narrativa impressionante. Mas é só eu começar a ler, que 5 páginas depois fecho o livro pra dormir. DEVE SER porque eu só leio depois do almoço e deitada na cama, mas não tenho certeza...
Estou lendo também Eldest, o segundo livro da trilogia Herança, que começou com Eragon. É um livrinho legal pra passar o tempo, e eu me divirto lendo em voz alta pra Érica, uma amiga, enquanto rimos e sacaneamos. Prefiro James Joyce.
E com isso vocês por favor se sintam informados sobre o porquê da minha demora pra postar, não é nada contra o blog. São só provas e filmes e leituras. Segunda feira é de matemática, a terrível matéria que me fez repetir de ano, então eu nem deveria estar aqui. Falando em repetir de ano, eu tinha qualquer coisa a comentar sobre isso, mas deixarei pra outra ocasião.
Obrigada Bia, e todos os que vieram através do blog dele.
Beijo pra mamãe, pro papai e pra vovó que hoje faz aniversário e eu não pude ir porque tenho que estudar. Amo você, vovó, não pense nunca o contrário.
Amo vocês.
=*
Sábado, 30 de Junho de 2007
Sábado, 23 de Junho de 2007
Desde que o meu avô morreu eu tenho pensado bastante nessa coisa de pra onde a gente vai depois que acaba tudo. Quero dizer, todo mundo tem que acreditar em alguma coisa, não é mesmo? Ninguém quer acabar ali no fim, temos que continuar indo adiante, eu tenho, eu preciso. Eu não posso morrer.
(isso me lembra uma tirinha do xaxado. Não lembro dela direito, mas era uma das personagens, a que mais lê, falando sobre perguntar o segredo da imortalidade àqueles que a tinham alcançado. Então ela mostrava uns livros famosos)
O enterro foi meio triste. Na verdade, foi bastante triste. Eu acho que não teria chorado tanto se não tivessem tocado uma música tão triste - e se o caixão não fosse tão fechado. Então, o enterro foi triste. E meu primo de 7 anos estava lá e nós estávamos chorando abraçados. Baixinho. No canto.
Então a minha tia, mãe desse primo, veio até nós e disse que era pra gente não chorar. o vovô tinha ido pro céu e todo vez que a gente olhasse pra lá à noite, ele seria a estrelinha mais brilhante.
Brega, eu sei.
Aí eu me perguntei: e quem não acredita em céu? Estrelas são grandes bolas de gás explodindo há milhares de quilômetros de distância daqui, não pessoas que morrem e decidem brilhar. Tudo isso é muito ridículo.
Meu avô está num cemitério. Ele, seu terno e todos os seus vermezinhos estão se decompondo em paz no Jardim da Saudade, que é um cemitério bem bonito que serve misto quente. Presunto de cemitério? Não, obrigada.
Quando eu vi o caixão descendo e aquela música tocando me veio uma angústia, uma coisa abafada. "meu deus do céu, como é que alguém respira assim?" É simples, meu amor: não respira. E agora me digam, como alguém pode viver sem respirar?
Não vive.
Eu costumava acreditar que quando as pessoas morrem elas viram nutrientes para a terra e, depois, plantinhas. Mas como isso pode acontecer se ele vai passar 3 anos dentro de uma caixa de madeira e de cimento e depois vai prum ossário? Como alguém vira plantinha num ossário? Meu avô não vai virar um ramo de flores.
(Aí, quando eu comentei isso pra uma prima, ela disse que eu podia muito bem pensar na vida meu avô como um ramo de flores, todas as coisas boas que ele fez e tudo o mais seriam flores. Achei tão bonito e consolador que não consigo esquecer.)
Eu passei muito tempo pensando nisso, e quem sabe os problemas da humanidade não estejam todos justamente nisso? Se quando a pessoa morre ela não passa a ser uma plantinha, como vamos ter plantinhas daqui há um tempo, quando acabarem as vacas e os outros bichos? Eu passei um tempo acreditando que a culpa de tudo ruim que acontece no mundo eram os cemitérios, que essa história de prender as pessoas pra sempre num saquinho ou numa caixinha era coisa de gente doente e que isso fazia mal pra tudo. Comecei a bolar planos de ataques aos cemitérios, então me convenci de que estava ficando maluca e desisti.
Quando eu morrer, quero ser desovada na praia. Ou então doem todos os meus [órgãos e levem o resto pra estudar. Ou façam ração pra porcos com ele, não tenho muitas preferências para quando já não puder ter preferências. Só não me prendam numa caixinha, eu quero virar uma flor.
Eu tinha prometido ensinar uma poesia pro meu avô. Que ele cantava a primeira parte, como uma música. "Ah, que saudades que eu tenho da aurora da minha vidaaaaa da minha infância querida que os anos não trazem maaaaais. Que amor, que sonho que flor naquela tarde fagueeeiraaaa..." Não consegui. Não tive tempo.
Acho que fui meio negligente, mas agora não dá mais pra mudar isso. Na verdade, sinto uma culpa tremenda, mas não contem pra ninguém. É segredo.
Ele sempre me pedia pra ensinar a poesia pra ele.
Isso é muito importante: Nunca, nunca mesmo, olhe o cadáver de alguém que você ama. è a coisa mais terrível que pode acontecer. - principalmente quando está feio e inchado e fedendo a formol, no meio de um monte de flores amarelas e sem graça. Cadáveres não devem ser vistos, devem ser enterrados nús e devem virar flores.
Amor não deveria existir pra acabar assim. Tem que virar flor também.
"Ao cessar na Terra minhas lutas
Com os santos estarei
Ao redor do trono do meu Mestre
Para coroá-LO Rei.
No Céu quero estar para coroá-Lo Rei
No Céu quero estar, pois do Céu eu ouvirei
A canção feliz dos anjos a cantar
No Céu quero estar para coroá-Lo Rei
Todo Universo reunido
E as Hostes Celestiais
Oh! Visão formosa, indescritível,
Qual não se verá jamais.
No Céu quero estar para coroá-Lo Rei ...
Só o que mantém a fé em Cristo
E que no Calvário crer
Há de coroá-Lo em sua Glória
Que vitória há de ser.
No Céu quero estar para coroá-Lo Rei ... "
Amo vocês.
PS: Não esse post não era pra fazer sentido. Mas ele já está pra sair há tanto tempo que hoje, que eu tive uma folga maior, consegui escrevê-lo e resolvi postá-lo.
PS2: O word não sabe o que é um ossário.
(isso me lembra uma tirinha do xaxado. Não lembro dela direito, mas era uma das personagens, a que mais lê, falando sobre perguntar o segredo da imortalidade àqueles que a tinham alcançado. Então ela mostrava uns livros famosos)
O enterro foi meio triste. Na verdade, foi bastante triste. Eu acho que não teria chorado tanto se não tivessem tocado uma música tão triste - e se o caixão não fosse tão fechado. Então, o enterro foi triste. E meu primo de 7 anos estava lá e nós estávamos chorando abraçados. Baixinho. No canto.
Então a minha tia, mãe desse primo, veio até nós e disse que era pra gente não chorar. o vovô tinha ido pro céu e todo vez que a gente olhasse pra lá à noite, ele seria a estrelinha mais brilhante.
Brega, eu sei.
Aí eu me perguntei: e quem não acredita em céu? Estrelas são grandes bolas de gás explodindo há milhares de quilômetros de distância daqui, não pessoas que morrem e decidem brilhar. Tudo isso é muito ridículo.
Meu avô está num cemitério. Ele, seu terno e todos os seus vermezinhos estão se decompondo em paz no Jardim da Saudade, que é um cemitério bem bonito que serve misto quente. Presunto de cemitério? Não, obrigada.
Quando eu vi o caixão descendo e aquela música tocando me veio uma angústia, uma coisa abafada. "meu deus do céu, como é que alguém respira assim?" É simples, meu amor: não respira. E agora me digam, como alguém pode viver sem respirar?
Não vive.
Eu costumava acreditar que quando as pessoas morrem elas viram nutrientes para a terra e, depois, plantinhas. Mas como isso pode acontecer se ele vai passar 3 anos dentro de uma caixa de madeira e de cimento e depois vai prum ossário? Como alguém vira plantinha num ossário? Meu avô não vai virar um ramo de flores.
(Aí, quando eu comentei isso pra uma prima, ela disse que eu podia muito bem pensar na vida meu avô como um ramo de flores, todas as coisas boas que ele fez e tudo o mais seriam flores. Achei tão bonito e consolador que não consigo esquecer.)
Eu passei muito tempo pensando nisso, e quem sabe os problemas da humanidade não estejam todos justamente nisso? Se quando a pessoa morre ela não passa a ser uma plantinha, como vamos ter plantinhas daqui há um tempo, quando acabarem as vacas e os outros bichos? Eu passei um tempo acreditando que a culpa de tudo ruim que acontece no mundo eram os cemitérios, que essa história de prender as pessoas pra sempre num saquinho ou numa caixinha era coisa de gente doente e que isso fazia mal pra tudo. Comecei a bolar planos de ataques aos cemitérios, então me convenci de que estava ficando maluca e desisti.
Quando eu morrer, quero ser desovada na praia. Ou então doem todos os meus [órgãos e levem o resto pra estudar. Ou façam ração pra porcos com ele, não tenho muitas preferências para quando já não puder ter preferências. Só não me prendam numa caixinha, eu quero virar uma flor.
Eu tinha prometido ensinar uma poesia pro meu avô. Que ele cantava a primeira parte, como uma música. "Ah, que saudades que eu tenho da aurora da minha vidaaaaa da minha infância querida que os anos não trazem maaaaais. Que amor, que sonho que flor naquela tarde fagueeeiraaaa..." Não consegui. Não tive tempo.
Acho que fui meio negligente, mas agora não dá mais pra mudar isso. Na verdade, sinto uma culpa tremenda, mas não contem pra ninguém. É segredo.
Ele sempre me pedia pra ensinar a poesia pra ele.
Isso é muito importante: Nunca, nunca mesmo, olhe o cadáver de alguém que você ama. è a coisa mais terrível que pode acontecer. - principalmente quando está feio e inchado e fedendo a formol, no meio de um monte de flores amarelas e sem graça. Cadáveres não devem ser vistos, devem ser enterrados nús e devem virar flores.
Amor não deveria existir pra acabar assim. Tem que virar flor também.
"Ao cessar na Terra minhas lutas
Com os santos estarei
Ao redor do trono do meu Mestre
Para coroá-LO Rei.
No Céu quero estar para coroá-Lo Rei
No Céu quero estar, pois do Céu eu ouvirei
A canção feliz dos anjos a cantar
No Céu quero estar para coroá-Lo Rei
Todo Universo reunido
E as Hostes Celestiais
Oh! Visão formosa, indescritível,
Qual não se verá jamais.
No Céu quero estar para coroá-Lo Rei ...
Só o que mantém a fé em Cristo
E que no Calvário crer
Há de coroá-Lo em sua Glória
Que vitória há de ser.
No Céu quero estar para coroá-Lo Rei ... "
Amo vocês.
PS: Não esse post não era pra fazer sentido. Mas ele já está pra sair há tanto tempo que hoje, que eu tive uma folga maior, consegui escrevê-lo e resolvi postá-lo.
PS2: O word não sabe o que é um ossário.
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Teorias conspiratórias e mais blablablá
Sexta-feira, 22 de Junho de 2007
Voltei pra atualizar o blog, porque a gente sempre tem que voltar um dia, certo?
Ando meio melancólica, nem sei porque. Desde que o meu avô morreu, e eu pretendo falar mais sobre isso algum dia, quando tiver saco, quando estiver preparada, quando sei lá, e desde que eu repeti de ano, e desde que... eu nasci, eu acho, eu tenho períodos de melancolia.
Mas, como disse a Clarice com sua voz de quem mastiga um ovo, eu não sou triste, eu só estou triste hoje porque estou cansada.
Falando na Clarice, eu fui no museu das letras, onde tem uma exposição magnífica. Eu entrei lá e me deparei com umas fotos gigantescas dela assim que entrei no elevador e o meu coração não estava preparado praquilo tudo. Eu pensei, talvez até tenha falado “putaqueopariu” e passei um tempo enorme em êxtase, só olhando.
Eu acho que não deviam fazer isso com as pessoas, dar uma surpresa assim tão maravilhosa de uma vez só. A Clarice sempre me fascinou, embora eu pouco tenha lido dela, ou sobre ela. Aquele museu foi um mundo de descobertas. Quem sabe um dia eu desenvolva inteligência o suficiente pra entender o que ela fala.
Não era disso que eu vim falar, também não era da minha melancolia, ela só saiu assim, sem querer. Vou continuar tagarelando e, quem sabe, a coisa volte.
Sou só eu ou a cada palavra vocês também lembram de uma coisa qualquer relacionada a ela? Por exemplo, “coisa” me lembra o poeminha do Mário Quintana, “toda noite os grilos fritam não sei o quê. A madrugada chega, destampa o panelão: a coisa esfria...” e também me lembra aquele poema Eu, etiqueta, que eu nem sei de quem é, mas já li umas 15 vezes na escola.
Engraçado como as coisas da escola ficam chatas depois de um tempo, né? Tem umas coisas que eu acho meio bobinhas mas que depois de um tempo não agüento nem ouvir mais, que dá vontade de arrancar os cabelos. Tipo aquela frase “o único lugar que sucesso vem antes de trabalho é no dicionário.”
Mas sabem, comprei fita pra máquina de escrever, agora só tenho que aprender a colocar. É, é. Acho que era isso o objetivo principal do post. Comprei fita pra máquina de um senhor de uns 60 anos e fiquei pensando “onde será que eu comprarei fita pra máquina quando esse senhor morrer?”
Máquinas de escrever são tão efêmeras, não? Eu ganhei essa que eu tenho do meu avô, aquele que morreu. Ele me deu bem antes de morrer, logo quando chegou aqui no rio. Eu não queria que ele tivesse morrido, mas isso é meio estranho de se dizer assim, na lata. Eu sinto falta dele, mas eu também sinto falta de várias coisas, como sentar perto da lareira e comer founde, então não sei direito como me sinto. Estou esperando as coisas pararem de pairar irritantemente. Deixar elas caírem e se ajeitarem sozinhas, sabem? Se não sei ajeitarem, quem se importa? Eu as deixarei jogadas do mesmo jeito,porque eu não arrumo nem meu quarto, quanto mais qualquer outra coisa.
Eu estava tentando dar um jeito na minha vida, até que desisti. A Minha vida não tem jeito, e eu acho que vou acabar virando uma escritora velha e rabugenta que bebe o dia inteiro e fala sacanagem. Oh não, isso já existiu.
O meu quarto, como sempre, está uma bagunça. Eu tenho 500 provas semana que vem e não quero estudar pra nenhuma delas. A minha vida amorosa não existe, porque eu não me importo um puto com as pessoas com quem tenho me relacionado assim, e eu tenho gastado as minhas tardes inteiras com os amigos em vez de estudando ou trabalhando ou sei lá o quê.
Eu não sei o que fazer, porque não tenho vontade de fazer nada. Tenho vontade de ficar paradinha, ou de ficar me agarrando com alguém sem importância e depois dormir, paradinha. Preguiça de pensar em qualquer coisa, porque botar os pensamentos em ordem dá trabalho e dói.
Meu cérebro tem se revoltado mais que o normal, então eu tenho que me controlar pra não pensar. Isso me lembra Monteiro Lobato, mas eu não vou começar outra vez. Esse post não faz sentido, como os outros, e parece o diário de uma adolescente gótica-suicida que acha a vida uma merda. Eu gosto da minha vida, só queria ter saco de fazer algo mais produtivo com ela. Acho que vou trabalhar nisso.
Mas só depois do cochilo sagrado.
Não leiam esse post, não leiam. Não faz sentido nenhum. Ih, alguém acabou de bater a moto e morrer ali na frente, acho que vou dormir mesmo que estou precisando.
Eu ainda amo você.
=*
OS: Não bateu não. Nem morreu. Só passou bem rápido gritando, então meu cérebro se encarregou do resto.
E eu adoro não fazer sentido.
Ando meio melancólica, nem sei porque. Desde que o meu avô morreu, e eu pretendo falar mais sobre isso algum dia, quando tiver saco, quando estiver preparada, quando sei lá, e desde que eu repeti de ano, e desde que... eu nasci, eu acho, eu tenho períodos de melancolia.
Mas, como disse a Clarice com sua voz de quem mastiga um ovo, eu não sou triste, eu só estou triste hoje porque estou cansada.
Falando na Clarice, eu fui no museu das letras, onde tem uma exposição magnífica. Eu entrei lá e me deparei com umas fotos gigantescas dela assim que entrei no elevador e o meu coração não estava preparado praquilo tudo. Eu pensei, talvez até tenha falado “putaqueopariu” e passei um tempo enorme em êxtase, só olhando.
Eu acho que não deviam fazer isso com as pessoas, dar uma surpresa assim tão maravilhosa de uma vez só. A Clarice sempre me fascinou, embora eu pouco tenha lido dela, ou sobre ela. Aquele museu foi um mundo de descobertas. Quem sabe um dia eu desenvolva inteligência o suficiente pra entender o que ela fala.
Não era disso que eu vim falar, também não era da minha melancolia, ela só saiu assim, sem querer. Vou continuar tagarelando e, quem sabe, a coisa volte.
Sou só eu ou a cada palavra vocês também lembram de uma coisa qualquer relacionada a ela? Por exemplo, “coisa” me lembra o poeminha do Mário Quintana, “toda noite os grilos fritam não sei o quê. A madrugada chega, destampa o panelão: a coisa esfria...” e também me lembra aquele poema Eu, etiqueta, que eu nem sei de quem é, mas já li umas 15 vezes na escola.
Engraçado como as coisas da escola ficam chatas depois de um tempo, né? Tem umas coisas que eu acho meio bobinhas mas que depois de um tempo não agüento nem ouvir mais, que dá vontade de arrancar os cabelos. Tipo aquela frase “o único lugar que sucesso vem antes de trabalho é no dicionário.”
Mas sabem, comprei fita pra máquina de escrever, agora só tenho que aprender a colocar. É, é. Acho que era isso o objetivo principal do post. Comprei fita pra máquina de um senhor de uns 60 anos e fiquei pensando “onde será que eu comprarei fita pra máquina quando esse senhor morrer?”
Máquinas de escrever são tão efêmeras, não? Eu ganhei essa que eu tenho do meu avô, aquele que morreu. Ele me deu bem antes de morrer, logo quando chegou aqui no rio. Eu não queria que ele tivesse morrido, mas isso é meio estranho de se dizer assim, na lata. Eu sinto falta dele, mas eu também sinto falta de várias coisas, como sentar perto da lareira e comer founde, então não sei direito como me sinto. Estou esperando as coisas pararem de pairar irritantemente. Deixar elas caírem e se ajeitarem sozinhas, sabem? Se não sei ajeitarem, quem se importa? Eu as deixarei jogadas do mesmo jeito,porque eu não arrumo nem meu quarto, quanto mais qualquer outra coisa.
Eu estava tentando dar um jeito na minha vida, até que desisti. A Minha vida não tem jeito, e eu acho que vou acabar virando uma escritora velha e rabugenta que bebe o dia inteiro e fala sacanagem. Oh não, isso já existiu.
O meu quarto, como sempre, está uma bagunça. Eu tenho 500 provas semana que vem e não quero estudar pra nenhuma delas. A minha vida amorosa não existe, porque eu não me importo um puto com as pessoas com quem tenho me relacionado assim, e eu tenho gastado as minhas tardes inteiras com os amigos em vez de estudando ou trabalhando ou sei lá o quê.
Eu não sei o que fazer, porque não tenho vontade de fazer nada. Tenho vontade de ficar paradinha, ou de ficar me agarrando com alguém sem importância e depois dormir, paradinha. Preguiça de pensar em qualquer coisa, porque botar os pensamentos em ordem dá trabalho e dói.
Meu cérebro tem se revoltado mais que o normal, então eu tenho que me controlar pra não pensar. Isso me lembra Monteiro Lobato, mas eu não vou começar outra vez. Esse post não faz sentido, como os outros, e parece o diário de uma adolescente gótica-suicida que acha a vida uma merda. Eu gosto da minha vida, só queria ter saco de fazer algo mais produtivo com ela. Acho que vou trabalhar nisso.
Mas só depois do cochilo sagrado.
Não leiam esse post, não leiam. Não faz sentido nenhum. Ih, alguém acabou de bater a moto e morrer ali na frente, acho que vou dormir mesmo que estou precisando.
Eu ainda amo você.
=*
OS: Não bateu não. Nem morreu. Só passou bem rápido gritando, então meu cérebro se encarregou do resto.
E eu adoro não fazer sentido.
Segunda-feira, 11 de Junho de 2007
Blablablá inicial
Ano novo, blog novo. Meio do ano, é bem verdade, mas ainda assim um ano diferente do do blog anterior.Parece que essas coisas nâo duram, e não é só pra mim. Mas é que aquela quietude, aquele Silêmncio incômodo, estava tudo me sufocendo, me deixando meio louca mesmo. Aí, em vez de arrancar os cabelos, só dei um berro de 15 minutos e saiu tudo de uma vez. E acabou. Que nem aquele pássaro de uma lenda, que é mudo a vida inteira mas, no momento em que morre, solta um berro longo que é feito de todos os sons que ouviu na vida.
Morri, quantas vidas me restam? Ou Melhor, quantas mortes?
Mas então, voltando ao blog, este vem com outro título que traduz o meu momento e, provavelmente, morrerá em breve. blogs são quase como cadernos, que eu uso à exaustão, têm sempre um limite. Nunca escrevo até que as folhas acabem, aliás. Gosto de pensar que sempre haverá um espaço pra eu poder voltar.
Isso está ficando confuso? É tanta coisa pra falar que quase nâo consigo colocar tudo no papel.
Mas voltando ao título, é que ando insensível como alguém sedado. Vejo as coisas e não faço ou penso nada delas, porque um sedado nâo pensa, como disse o barros, que foi quem primeiro me deu uma boa metáfora pra explicar meu estado, por si só já metafórico. Um sedado não pensa, ele baba e assiste. E depois vêm os sonâmbulos, porque eu nâo ia usar a idéia genial do barros. Queria uma coisa minha.
Sonêmbulos nâo percebem o mundo ao seu redor, estâo como que numa bolha. São como autistas, são alheios ao mundo. sonâmbulos passam por aí fazendo coisas sem sentido sem que possam ser acordados. Estão vivendo, mas estão dormindo.
Tenho andado meio como esses dois personagens, vivo em um mundo alheio e, ao mesmo tempo, observo esse aqui sem quase entendê-lo. não que alguém entenda, mas é como se as coisass pairassem, separadas e sem sentido. Sem importância real e, portanto, sem significado. Realidade deve ser isso. Então, ajo como uma sedada, porque as coisas me são alheias e todo o tempo tenho sentido nada além de fome, frio e uma necessidade de mijar que me assalta de 45 em 45 minutos. E como uma sonâmbula, porque ando dormindo e nunca me acordam. Menos quando escrevo.
Quando escrevo parece que acordo. Daí o nome.
Título explicado, fiquemos felizes. E que ninguém venha me pedir uma explicação lógica, porque não sou capaz.
Eu ia começar um novo post superempolgante, com algumas das coisas que tenho pra dizer. mas escrever no palm me deixa vesga e estou com preguiça, então paro por aqui. Quanto ao template, fica esse até eu ter tempo de fazer um, ou até alguém me dar um de presente.
Amo vocês, vou dormir.
PS: Obrigada, Tio Fernando, por ter me ajudado com o título. não teria sido possível sem você. E a todos os meus objetos de adoração, esse amigos maravilhosos e meio relapsos que têm aguentado pacientemente a minha rabugice, as minhas mudanças bruscas de humor, a minha insolência e o meu retardo mental. Amo vocês cada vez mais.
Morri, quantas vidas me restam? Ou Melhor, quantas mortes?
Mas então, voltando ao blog, este vem com outro título que traduz o meu momento e, provavelmente, morrerá em breve. blogs são quase como cadernos, que eu uso à exaustão, têm sempre um limite. Nunca escrevo até que as folhas acabem, aliás. Gosto de pensar que sempre haverá um espaço pra eu poder voltar.
Isso está ficando confuso? É tanta coisa pra falar que quase nâo consigo colocar tudo no papel.
Mas voltando ao título, é que ando insensível como alguém sedado. Vejo as coisas e não faço ou penso nada delas, porque um sedado nâo pensa, como disse o barros, que foi quem primeiro me deu uma boa metáfora pra explicar meu estado, por si só já metafórico. Um sedado não pensa, ele baba e assiste. E depois vêm os sonâmbulos, porque eu nâo ia usar a idéia genial do barros. Queria uma coisa minha.
Sonêmbulos nâo percebem o mundo ao seu redor, estâo como que numa bolha. São como autistas, são alheios ao mundo. sonâmbulos passam por aí fazendo coisas sem sentido sem que possam ser acordados. Estão vivendo, mas estão dormindo.
Tenho andado meio como esses dois personagens, vivo em um mundo alheio e, ao mesmo tempo, observo esse aqui sem quase entendê-lo. não que alguém entenda, mas é como se as coisass pairassem, separadas e sem sentido. Sem importância real e, portanto, sem significado. Realidade deve ser isso. Então, ajo como uma sedada, porque as coisas me são alheias e todo o tempo tenho sentido nada além de fome, frio e uma necessidade de mijar que me assalta de 45 em 45 minutos. E como uma sonâmbula, porque ando dormindo e nunca me acordam. Menos quando escrevo.
Quando escrevo parece que acordo. Daí o nome.
Título explicado, fiquemos felizes. E que ninguém venha me pedir uma explicação lógica, porque não sou capaz.
Eu ia começar um novo post superempolgante, com algumas das coisas que tenho pra dizer. mas escrever no palm me deixa vesga e estou com preguiça, então paro por aqui. Quanto ao template, fica esse até eu ter tempo de fazer um, ou até alguém me dar um de presente.
Amo vocês, vou dormir.
PS: Obrigada, Tio Fernando, por ter me ajudado com o título. não teria sido possível sem você. E a todos os meus objetos de adoração, esse amigos maravilhosos e meio relapsos que têm aguentado pacientemente a minha rabugice, as minhas mudanças bruscas de humor, a minha insolência e o meu retardo mental. Amo vocês cada vez mais.
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